Urnas 100% apuradas no Brasil
O TSE informou às 2h58 que 100% das urnas foram apuradas.
O senador Flávio Bolsonaro obteve 56.104.503 votos — ou 47.03% dos votos válidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou em segundo lugar com 53.879.538 votos (45,16%).
Na sequência vieram os candidatos:
Augusto Cury (Avante): 2,89% - 3.448.569 votos
Renan Santos (Missão): 2,24% - 2.675.887 votos
Ronaldo Caiado (PSD): 2,18% - 2.605.148 votos
Zema (Novo): 0,27% - 326.488 votos
Samara (UP): 0,10% - 122.911 votos
Hertz Dias (PSTU): 0,04% - 43.103 votos
Clariana Barão (DC): 0,03% - 40.043 votos
Edmilson Costa (PCB): 0,02% - 22.693 votos
Wilson Grassi (Democrata): 0,01% - 16.881 votos
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,01% -15.024 votos
No total, 2.300.798 pessoas (1,84%) votaram em branco e 3.674.249 (2,93%) anularam o voto.
Mais de 33 milhões deixaram de votar no primeiro turno
Mais de 33,1 milhões de brasileiros não compareceram às urnas neste domingo.
Com 99,21% das urnas apuradas, a abstenção nas eleições de 2026 representou 21,07% do eleitorado apto a votar neste ano. O índice foi o maior em um primeiro turno desde 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu às eleições daquele ano.
Além disso, 2,2 milhões votaram em branco (1,84%). Nulos representaram 2,93% do eleitorado, somando mais de 3,6 milhões.
Nunca houve virada em segundo turno, lembra analista: 'Cenário muito difícil para Lula'
Na programa ao vivo da BBC News Brasil, o analista político Creomar de Souza lembra que nunca houve na disputa pela Presidência uma virada em segundo turno.
"O desenho se torna muito, muito difícil para o presidente Lula. Lembrando que, em termos históricos, a gente nunca viu uma virada em um segundo turno das eleições no Brasil. Nunca um segundo colocado conseguiu vencer a eleição", afirmou.
Para Creomar, o resultado preliminar mostra um cenário de desgaste da própria figura do presidente e, em determinado sentido, do PT também.
"A estratégia do Lula foi feita olhando para o passado, naquilo que era legado, naquilo que foram as conquistas históricas, naquilo que, em algum sentido, funcionou quatro anos atrás", afirma.
"Já a campanha de Flávio foi muito eficaz, sobretudo nos últimos sete dias, em dizer que, no fim, não era sobre Flávio Bolsonaro: era sobre desalojar Lula do poder. E isso se somou a outros elementos estratégicos, como a insistência em assuntos do cotidiano, como o preço da carne, do arroz e do feijão".
E soma-se a isso, diz o analista, uma guinada do eleitorado brasileiro à direita.
"Mais do que o eleitor dizer que quer Flávio, ele diz que não quer o PT e não quer aquilo que a esquerda foi se tornando ao longo dos últimos anos", afirma.
O desafio de Lula no segundo turno, de acordo com ele, será falar com não convertidos.
"Lula venceu três eleições com uma característica muito robusta. Em cada uma das suas três vitórias, ele deu uma sinalização para o eleitor que não é petista ou não é progressista de carteirinha: a Carta aos Brasileiros, o convite ao Geraldo Alckmin', afirma.
"Essa é a diferença. Em 2026, toda a estratégia e o desenho de Lula ficaram, em termos históricos, muito próximos do que foi a campanha de 1989, que é a primeira derrota de Lula. E a grande característica ali era só falar com a bolha."
Raquel Lyra (PSD) é reeleita governadora de Pernambuco
Com 98% das urnas apuradas, a governadora Raquel Lyra (PSD) foi reeleita com 53,2% dos votos. Em segundo lugar, João Campos (PSB) aparece com 44,7% dos votos.
Fonte: G1



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